Sonhei contigo
sábado, 26 de outubro de 2019
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
27 de março
A ultima vez que te vi, eu te disse que ia embora.
E você, fez uma cara
Como se eu tivesse dito que fui acometida de uma doença fatal, altamente contagiosa.
E foi se afastando de mim.
Eu, que queria justamente o oposto, não soube reagir.
O que aconteceu? Ainda me pergunto.
Você tem medo de mim?
E porque, às vezes, parecia tão ...
O olhar, breves mas intensos abraços, tua voz ao pronunciar meu nome...
E disse que iria me visitar. Eu acreditei.
Mas já deves ter me matado, doença altamente fatal, né ...
Eu acreditei.
E você, fez uma cara
Como se eu tivesse dito que fui acometida de uma doença fatal, altamente contagiosa.
E foi se afastando de mim.
Eu, que queria justamente o oposto, não soube reagir.
O que aconteceu? Ainda me pergunto.
Você tem medo de mim?
E porque, às vezes, parecia tão ...
O olhar, breves mas intensos abraços, tua voz ao pronunciar meu nome...
E disse que iria me visitar. Eu acreditei.
Mas já deves ter me matado, doença altamente fatal, né ...
Eu acreditei.
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Espinhos
espinhos
rasgaram minha pele
cortaram o meu rosto
espetaram os meus dedos
querer andar descalça na caatinga
esquecer o que a mãe ensinou
largar as alpercatas no alpendre
queimar o pé na pedra quente
espinhos
eu já nem mais os vejo
arranquei como pude
e ainda doem os dedos
botar os pés na terra vermelha
caminhar onde o barro rachou
colecionar besouros cascudos
catar umbu ainda verde
espinhos
mandacaru favela
macambira facheiro
faço deles meus brinquedos
subir bem lá no alto do lajedo
desobedecer o que o pai ordenou
gritar aos quatro cantos meus desejos
deixar se ver por toda gente
espinhos
se enroscam em minha volta
fazem sangrar meu corpo
É o que dá viver sem medo
rasgaram minha pele
cortaram o meu rosto
espetaram os meus dedos
querer andar descalça na caatinga
esquecer o que a mãe ensinou
largar as alpercatas no alpendre
queimar o pé na pedra quente
espinhos
eu já nem mais os vejo
arranquei como pude
e ainda doem os dedos
botar os pés na terra vermelha
caminhar onde o barro rachou
colecionar besouros cascudos
catar umbu ainda verde
espinhos
mandacaru favela
macambira facheiro
faço deles meus brinquedos
subir bem lá no alto do lajedo
desobedecer o que o pai ordenou
gritar aos quatro cantos meus desejos
deixar se ver por toda gente
espinhos
se enroscam em minha volta
fazem sangrar meu corpo
É o que dá viver sem medo
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Fevereiro
Era fevereiro
E você não viu
Meu olhar urgente
Meu corpo febril
Meu cheiro de cio
Queria que o mês
se estendesse eternamente
Que o carnaval não chegasse
o calor não passasse
Mas o carnaval chegou
E foi tão sóbrio e casto
E por isso infernal
Preferia a quaresma
Com samba dominical
E você não viu
Meu olhar urgente
Meu corpo febril
Meu cheiro de cio
Queria que o mês
se estendesse eternamente
Que o carnaval não chegasse
o calor não passasse
Mas o carnaval chegou
E foi tão sóbrio e casto
E por isso infernal
Preferia a quaresma
Com samba dominical
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
terça-feira, 20 de agosto de 2019
quando o dia virou noite
uma mancha escura no céu
da chama ardente
queimando troncos
queimando corpos
tapando as vias
de respiração
tapando o sol
tapando os dias
mas fazendo ver
o que não se queria
a destruição
mortificante
da nação
da chama ardente
queimando troncos
queimando corpos
tapando as vias
de respiração
tapando o sol
tapando os dias
mas fazendo ver
o que não se queria
a destruição
mortificante
da nação
terça-feira, 6 de agosto de 2019
quando chegarei?
Eu fui embora
mas ainda não cheguei
a lugar algum.
E, eu sei, já passou da hora
não é racional
não há como explicar
Querer retroceder, mas
não ter como voltar
refaço em meus sonhos
aquilo que não há .
eu nunca vou saber?
decerto já me eliminasse
do pouco que havia
enquanto eu rasgo a pele
insone, enlouquecida
esperando um sinal
que sentisses
tanto quanto eu
mas ainda não cheguei
a lugar algum.
E, eu sei, já passou da hora
não é racional
não há como explicar
Querer retroceder, mas
não ter como voltar
refaço em meus sonhos
aquilo que não há .
eu nunca vou saber?
decerto já me eliminasse
do pouco que havia
enquanto eu rasgo a pele
insone, enlouquecida
esperando um sinal
que sentisses
tanto quanto eu
sexta-feira, 12 de julho de 2019
é. hoje eu sonhei contigo.
eu queria te explicar,
você queria fugir
desculpa, essa minha maluquice não é de hoje, eu dizia
espera, tá acontecendo de novo, mas... [não me olha assim] eu estendia o braço enquanto você saía
você sabe? entende?
você parou. eu ia até lá e dizia sorrindo: vai ficar tudo bem (e as lágrimas rolando no rosto
você sorriu. pareceu que enfim compreendia.
quem sabe, até sentia. me olhou daquele jeito
Seus olhinhos , sobrancelhas...
Segurou o meu rosto, não como da última vez, mas com as duas mãos. Se aproximou. Encostou tua testa na minha. Depois me abraçou,me aconchegou em teu peito. Era tudo que podia
Consolo
Você tinha pena? Compaixão
Com- paixão?
De mim? De nós dois?
eu queria te explicar,
você queria fugir
desculpa, essa minha maluquice não é de hoje, eu dizia
espera, tá acontecendo de novo, mas... [não me olha assim] eu estendia o braço enquanto você saía
você sabe? entende?
você parou. eu ia até lá e dizia sorrindo: vai ficar tudo bem (e as lágrimas rolando no rosto
você sorriu. pareceu que enfim compreendia.
quem sabe, até sentia. me olhou daquele jeito
Seus olhinhos , sobrancelhas...
Segurou o meu rosto, não como da última vez, mas com as duas mãos. Se aproximou. Encostou tua testa na minha. Depois me abraçou,me aconchegou em teu peito. Era tudo que podia
Consolo
Você tinha pena? Compaixão
Com- paixão?
De mim? De nós dois?
domingo, 30 de junho de 2019
Xote da madrugada
Disseste lírio
O cheiro em meu pescoço
Disseste vinho
Do meu gosto em tua boca
Disseste lua
Minha pele sob a roupa
Tuas mãos morenas na minha cintura
Deslizavam em sua ascendente curva
Quentes e fortes apertavam minha coxa
E eu já ficando de vista turva
Não me continha, te agarrava feito louca
Me deixavas quase rouca, me fazias suspirar
E o resto eu não posso mais falar
30 de junho, 3h28.
O cheiro em meu pescoço
Disseste vinho
Do meu gosto em tua boca
Disseste lua
Minha pele sob a roupa
Tuas mãos morenas na minha cintura
Deslizavam em sua ascendente curva
Quentes e fortes apertavam minha coxa
E eu já ficando de vista turva
Não me continha, te agarrava feito louca
Me deixavas quase rouca, me fazias suspirar
E o resto eu não posso mais falar
30 de junho, 3h28.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
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