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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Dançando de olhos fechados

 Sonhei contigo. De novo. Era tão leve, nítido.

Estávamos na cozinha da casa da minha avó. E todos os outros tinhas saído de casa. 

Eu te olhava, ríamos. Eu levantava e ia decidida até você, que estava sentado na janela. Segurei o teu rosto (como você fazia) e  aí você levantou e me abraçou. Eu correspondi firme. O abraço virou uma dança. Nos balançando colados. Eu fechei os olhos, você me conduzia. Eu não lembro qual a música (e se havia). 

terça-feira, 14 de julho de 2020

outro sonho

nesse, eu te ligava.
mas não lembro mais o que te dizia.
vai ver só ouvir tua voz, sei lá...
e você me respondia
acordei
querendo te ligar
pra te perguntar
o que era que me dizias...


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Fértil

o sonho do dia 26/10

estávamos numa festa com os amigos. uma piscina grande, árvores, e aquele calor de uma tarde no sertão. os meninos tocavam rock. e eu tava conversando em pé num círculo com o povo, mas de olho em você.
você vinha sorrateiro e rapidamente colocava um punhado de terra na minha cabeça com uma mão e com a outra, me encharcava toda derramando água com um regador!
eu mergulhei na piscina pra tirar a terra e corri atrás de você, que se esgueirava em meio as árvores.
eu estava de biquíni e shortinho, descalça, completamente molhada, sorrindo e brilhando ao sol. meus cabelos estavam compridos e cacheados, como quando eu era adolescente, e molhados os cachos pingavam gotas na cintura.
te vi distraído de costas, e fui silenciosa com meu punhado de terra na mão, tentar fazer o mesmo, mas não consegui. você é alto, e tive que dar um saltinho pra alcançar teu cocuruto. a terra foi pro lado e água derramou... você fugiu e todos riram de mim.
corri em teu encalço, e você entrou num galpão, distante do resto da festa. estava vazio.
nos entreolhamos silenciosamente: agora só havia nós dois.
sentamos num banco de alvenaria e nos abraçamos. teu corpo quente, meu corpo molhado. beijei teu pescoço, te cheirei... cheiro no cangote, tem coisa melhor?
não lembro mais... o sol já descia, a festa acabava, tínhamos que ir embora...
acordei.
...
o que você fez?
plantaste algo na minha cabeça? eu não consegui fazer o mesmo contigo, não é?
ou eu era vaso? semente?
erva daninha? árvore?
fincou raízes, ainda não murchou
mas aqui a seca tá grande,
a chuva ainda não chegou.
foi flora da caatinga? ao menor sinal de chuva revive
ainda brotará?
 

sábado, 26 de outubro de 2019

Sonhei contigo 

sexta-feira, 12 de julho de 2019

é. hoje eu sonhei contigo.
eu queria te explicar,
você queria fugir

desculpa, essa minha maluquice não é de hoje, eu dizia
espera, tá acontecendo de novo, mas... [não me olha assim] eu estendia o braço enquanto você saía
você sabe? entende?
você parou. eu ia até lá e dizia sorrindo: vai ficar tudo bem (e as lágrimas rolando no rosto
você sorriu. pareceu que enfim compreendia.
quem sabe, até sentia. me olhou daquele jeito
Seus olhinhos , sobrancelhas...
Segurou o meu rosto, não como da última vez, mas com as duas mãos. Se aproximou. Encostou tua testa na minha. Depois me abraçou,me aconchegou em teu peito. Era tudo que podia
Consolo
Você tinha pena? Compaixão
Com- paixão?
De mim? De nós dois?


quinta-feira, 5 de julho de 2018

O guardião

Eu estava caminhando no interior de uma igreja medieval de pesadas paredes de pedra aparente.
Fui em direção à saída, mas a grande porta de madeira estava fechada e em sua frente lá estava ele: Alto e forte, de cavanhaque, trajando calça preta, sapatos pretos lustrosos, sem camisa, mas com uma enorme capa preta e vermelha, presa ao pescoço por uma corrente dourada. Diminuí o passo e ele perguntou, malicioso: -Adivinha quem eu sou? Olhei rapidamente e vi em sua mão a enorme chave da igreja, e exclamei: -Ah, você é Exu Tranca Rua! E ele abriu um grande sorriso em resposta.
E então, seguimos conversando sobre seu importante ofício.

domingo, 1 de abril de 2018

Debaixo dos caracóis

E de repente ficamos encurralados
naquele espaço estreito e quente
frente à frente
E você se aproximou ainda mais de meu rosto
-centímetros
E minha respiração acelerando
Puxei teu rosto pros meus ombros
Acariciei os teus cachos
desci para tuas costas desnudas
E corri minhas mãos longamente
Enquanto descasava em teu pescoço

domingo, 20 de setembro de 2015

Ensolarada

 tanta luz que ofusca...

caminhando na beira do mar
vento com cheiro de sargaço
o sol incidindo sobre tudo
fazendo do verde do mar reluzente brilho ofuscante
por isso nem sei se era você
na curva para voltar à rua hesitei
eu tinha que parar
óculos no chão como desculpa
apanho e sigo em direção ao mar
de vestido e all star vermelho que se encheu de areia e molhou
então tive que sentar tirar os sapatos
desatando o cadarço sentindo que você viria...

acordei com o sol inundando a janela

terça-feira, 21 de outubro de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

um sentimento que não é preciso definir.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

acerolas

 Depois do almoço, deitei em minha cama pra ler, quando acabei cochilando...

Estamos lá de novo, como há muito tempo.
Ele, ela, meus primos e vovó também.
Dia de sol.
deitados na grama do jardim
olha, tem quatro acerolas lindas, vermelhinhas, reluzindo no alto do pé
levanto pra pegar, mas não alcanço, nem saltitando
moleca, resolvo subir nos galhos finos
um espinho fura meu pé descalço bem na hora que colho duas frutinhas.
Desço, me sento no chão e vou olhar a sola do pé, batendo a sujeira pra ver se tinha cortado.
você chega e se abaixa pra ver meu pé, o segura e diz que sabia fazer um bálsamo pra evitar inflamação.
Eu  digo que não precisa, não foi nada, nem doí
[Lembro da infância. com pé cortado, e ainda assim jogando futebol na areia e depois caindo no mar, pra refrescar. e depois o corte inflamado com pus o resto das férias kkkkkkkkkk]

do corte do meu pé começou a pingar gotas bem vermelhinhas de sangue.

ah, esse lugar que sempre é férias, sempre é verão.

 


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Uma casa branca na praia

Manhã em um lugar lindo. Uma praia vazia, a natureza exuberante. Céu azul, mar verdinho, areia, mata. Uma casa branca em frente ao mar, tão iluminada. Era onde estávamos. 

Eu, deitada encolhida no sofá, no teu colo, morrendo de sono. Quase dormindo, mal consigo manter os olhos abertos, mas nem é preciso, prefiro fechá-los e só te sentir. Meu braço sobre o teu. Tudo é terno.

No deck de madeira observo a bela paisagem. Ele chega e segura minha mão. Você surge e segura a outra. Saímos os três pela areia da praia, felicidade pura. Luz.

No meu quarto tinha uma carta pregada na parede ao lado da cama. Não assinada, era tua. As palavras estavam quase apagadas e eu não consegui ler. Era uma carta de adeus?

De noite, deitados no chão da varanda, ele me mostrou as constelações.  Eu não enxergava bem as estrelas, pois estava sem óculos. O melhor era a brisa sobre o corpo.


Sonho que me fez acordar nesta manhã com cheiro de maresia e desejo de brisa.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sonhei que estavam aqui em casa

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Dragão

Mamãe contou ao acordar que sonhou comigo:

Eu e ela estávamos andando e encontrávamos um campo cheio de mini passarinhos de todas as cores.
Eram tão pequeninos que pareciam grilinhos, pousados no mato. Chegávamos mais perto e eles vinham para minhas mãos, tão bonitinhos. Mas então, apareceu uma galinha, e começou a bicá-los furiosamente. Que horror! Mamãe logo achou que a galinha confundiu os passarinhos com insetos. Com isso, fomos embora de lá. Seguindo a rua,  mama avista uma grande serpente, me mostra. Oh! Na verdade se trata de um grande dragão chinês, voando sob o muro da casa da calçada oposta à que estávamos. Com o espírito protetor, mama  me chama para corrermos o mais rápido possível para longe do monstro, mas eu, desobediente, faço justamente o contrário: atravesso a rua em direção ao dragão. Mama gritando pendido para que eu voltasse, mas eu respondo tranquilamente: Eu vou amansar ele. Ao se deparar com o bicho, ele não me ataca. Aliso suas escamas brilhantes e até que o dragão se transforma em um manso gatinho.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

08.05

em uma universidade, mas não aqui. a ufsc talvez, porque fazia friozinho...
corredor da sala de aula dava pra um jardim com árvores altas. o pessoal tava lá.
você aparecia, mas não entrava na sala em que era chamado, continuava, até me alcançar.
tuas mãos esbarram nas minhas, teu braço se apoia em meu ombro, mas eu o retiro, 
e seguro tua mão, observo e aliso as linhas da palma e a pequeninez da minha junto dela.
não me contive. por quê? perguntei com a voz entrecortada.
por que não entrasse naquela sala? [e agora está ao meu lado, pensei].
não houve resposta, silenciada por carinho

quarta-feira, 1 de maio de 2013

No que foi sonhado hoje, eu me aninhava ao teu lado.
Você levantava o meu rosto e me falava palavras que não lembro mais.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eu caminhava em uma pequena cidade da Itália.
A rua se abria em um largo, e me deparei com uma igreja barroca, não como as que temos por aqui, mas como aquelas do começo do movimento. Era de cor alaranjada de cerâmica.
Cinco arcadas em arco pleno, como era de se esperar. Cinco estrelas de cinco pontas invertidas, talhadas em baixo relevo, a cima de cada arco!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Fui descansar só um pouquinho, antes de retornar aos estudos, mas acabei quase cochilando. Eu estava naquele estado, quando ainda não se está realmente dormindo e a mente fica solta...então me veio uma imagem (que recordo porque logo em seguida despertei de vez com minha gatinha correndo), a seguinte: no interior de uma antiga igreja, havia uma estrela grande de ferro suspensa no teto por grossas correntes, e homens barbudos vestidos com túnicas (cada um de uma cor) empurravam as suas seis pontas, girando-a como uma roldana...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sonhei,
mas hoje foi um sonho bom.

Aquela menininha fofa, morena de cachinhos e sorriso sapeca, me trazia você, 
puxando-o, com suas mãozinhas.
Ela era um anjinho, não era?

sábado, 23 de fevereiro de 2013

sonhei,
mas não foi um sonho bom.