sábado, 20 de março de 2010

Noite vazia, novamente?
[suspiros]
Eu achava que já estava voltando a ser uma criatura racional, e tranquila.
Me sinto um pouco inútil.
droga
o fim de semana vai acabar e virá ainda outro fim de semana
amanhã será o temível Domingo.

melancólica. sem um pingo de entusiasmo. (isso é perigoso)

Dai-me ânimo. Sopro de vida no meu pescoço.
Amém

Ando tão à flor da pele

aiai...espero que tudo isso seja só TPM.

terça-feira, 16 de março de 2010

O Rio

Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite.
Se há estrelas nos céus, refleti-las.
E se os céus se pejam de nuvens,
Como o rio as nuvens são água,
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundidades tranqüilas

Manuel Bandeira

quinta-feira, 11 de março de 2010

às 16:40

O mar era dourado e o horizonte claríssimo

terça-feira, 9 de março de 2010

SONETO

Aceitarás o amor como eu o encaro ?…
…Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.

Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.

Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.

Que grandeza… a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.

Mário de Andrade

quinta-feira, 4 de março de 2010

Em 02 de março, a tarde acabando

Saí às 17h, necessidade de mar.

Caminho ligeira, arfante
até a pausa: vi o mar
revolto e verde completo
ainda não há paz
continuo, areia fofa, passos
mas escurece, tenho que voltar
não tem postes, perigo (dizem)
a água está morna
queria lançar-me
no verde agora grave
mas não posso
(mas não há coragem)
sou frágil contra as ondas
talvez me machucasse
só mergulhando compreenderia...
tudo já são sombras
só o som do seu ritmo contínuo
chego na calçada,
me refazer na luz

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carnaval

I
Deslumbrada.
Me segura se não eu caio.

II
Dança em roda com os amigos,
felicidade.

III
Aí começou a chover.
A melhor hora!

IV
Cansada, dormir.

V
Os Blocos de Frevo!
Imprensada, a banda tocava.
Confete, serpentina, fantasias, calor, tanta gente.
Quando via uma brechinha eu ia frevar.
Que lindo!
Era isso que eu queria.

VI
Um Blues charmoso.
Meus amigos encontram amigos,
que parecem logo tão meus também.
Dançando caliente.
Tudo lotado, todos cantando Zé

VII
Cordel tão encantado
Chuveu serpentinas e prata
Minhas mãos sempre no alto

VIII
Medo de morrer

IX
Todo mundo junto de novo
Voltar pra casa

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Começou o carnaval

Nesta noite, a felicidade da gente toda estava em mim
e eu éramos a felicidade de toda gente

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Da fuga


"Perdi-me muitas vezes pelo mar,
o ouvido cheio de flores recém cortadas,
a língua cheia de amor e de agonia (...)"

Federico García Lorca

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

***

rompem-se as cordas
arremesso-me ao mundo
caio estilhaçada no chão
o gosto do sangue quente no rosto