quinta-feira, 4 de março de 2010

Em 02 de março, a tarde acabando

Saí às 17h, necessidade de mar.

Caminho ligeira, arfante
até a pausa: vi o mar
revolto e verde completo
ainda não há paz
continuo, areia fofa, passos
mas escurece, tenho que voltar
não tem postes, perigo (dizem)
a água está morna
queria lançar-me
no verde agora grave
mas não posso
(mas não há coragem)
sou frágil contra as ondas
talvez me machucasse
só mergulhando compreenderia...
tudo já são sombras
só o som do seu ritmo contínuo
chego na calçada,
me refazer na luz

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