rasgar a tela em branco
com três profundos cortes de facada
deixar escorrer até o chão
sua seiva branca de silêncio
sexta-feira, 5 de junho de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
sábado, 20 de setembro de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Falar
A poesia é, de fato, o fruto
A poesia é, na verdade, uma
fala ao revés da fala,
como um silêncio que o poeta exuma
do pó, a voz que jaz embaixo
do falar e no falar se cala.
Por isso o poeta tem que falar baixo
baixo quase sem fala em suma
mesmo que não se ouça coisa alguma.
de um silêncio que sou eu, sois vós,
por isso tenho que baixar a voz
porque, se falo alto, não me escuto.
por isso tenho que baixar a voz
porque, se falo alto, não me escuto.
A poesia é, na verdade, uma
fala ao revés da fala,
como um silêncio que o poeta exuma
do pó, a voz que jaz embaixo
do falar e no falar se cala.
Por isso o poeta tem que falar baixo
baixo quase sem fala em suma
mesmo que não se ouça coisa alguma.
Ferreira Gullar
terça-feira, 3 de junho de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
imóvel
meu corpo colou-se no chão e pesa. se tentar me levantar rasgarei minha pele. como nua num bloco de gelo. imóvel e só
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