sexta-feira, 5 de junho de 2015

rasgar a tela em branco
com três profundos cortes de facada
deixar escorrer até o chão 
sua seiva branca de silêncio

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Gemínidas

As estrelas cadentes são respostas divinas?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

o mar voltou a tingir-se novamente.


verde verde verde


às 7 e meia o sol já queima a pele

a sombra da mangueira é aconchego
 verde verde verde

 sem desespero

 só contemplação


terça-feira, 21 de outubro de 2014

sábado, 20 de setembro de 2014

olha a lua! tá aquele sorrizinho sapeca.
 ainda consegues ouvir o mar?

domingo, 27 de julho de 2014

estou contente. estava a dançar livremente ao ritmo inaudível do mundo. como há tempo não fazia

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Falar

A poesia é, de fato, o fruto
de um silêncio que sou eu, sois vós,
por isso tenho que baixar a voz
porque, se falo alto, não me escuto.


A poesia é, na verdade, uma
fala ao revés da fala,
como um silêncio que o poeta exuma
do pó, a voz que jaz embaixo
do falar e no falar se cala.
Por isso o poeta tem que falar baixo
baixo quase sem fala em suma
mesmo que não se ouça coisa alguma.


Ferreira Gullar

terça-feira, 3 de junho de 2014

um sentimento que não é preciso definir.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

imóvel

meu corpo colou-se no chão e pesa. se tentar me levantar rasgarei minha pele. como nua num bloco de gelo. imóvel e só