vi um cavalo branco
correndo na mata
cruzando o vento
como se fosse alado
contra o fundo azul
da escura noite
um brilho prateado
luzindo sob a lua
livre como o vento
o corcel de prata
sexta-feira, 26 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
O Amor
[...]
Então, de todo amor não terminado
seremos pagos em enumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo cotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte à terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o universo,
a mãe,
pelo menos a terra.
Vladimir Mayakovski
Então, de todo amor não terminado
seremos pagos em enumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo cotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte à terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o universo,
a mãe,
pelo menos a terra.
Vladimir Mayakovski
terça-feira, 11 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O que faz o mundo andar
Do filme A espada era a lei
Vou dizer, vou contar,
O que faz o mundo andar:
Lá e cá, sim e não,
Tudo faz contradição,
Pra cada céu, existe um mar,
Pra cada luz, escuridão
Pra cada bem? Existe um mal!
Pro que é doce... Existe o sal!
[...]
Depende só...
Só de você,
Se você quer acontecer,
E é assim que a vida diz
Pra quem quer ser bem feliz!
Vou dizer, vou contar,
O que faz o mundo andar:
Lá e cá, sim e não,
Tudo faz contradição,
Pra cada céu, existe um mar,
Pra cada luz, escuridão
Pra cada bem? Existe um mal!
Pro que é doce... Existe o sal!
[...]
Depende só...
Só de você,
Se você quer acontecer,
E é assim que a vida diz
Pra quem quer ser bem feliz!
sábado, 11 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
08.05
em uma universidade, mas não aqui. a ufsc talvez, porque fazia friozinho...
corredor da sala de aula dava pra um jardim com árvores altas. o pessoal tava lá.
você aparecia, mas não entrava na sala em que era chamado, continuava, até me alcançar.
tuas mãos esbarram nas minhas, teu braço se apoia em meu ombro, mas eu o retiro,
e seguro tua mão, observo e aliso as linhas da palma e a pequeninez da minha junto dela.
não me contive. por quê? perguntei com a voz entrecortada.
por que não entrasse naquela sala? [e agora está ao meu lado, pensei].
não houve resposta, silenciada por carinho
quarta-feira, 1 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Eu caminhava em uma pequena cidade da Itália.
A rua se abria em um largo, e me deparei com uma igreja barroca, não como as que temos por aqui, mas como aquelas do começo do movimento. Era de cor alaranjada de cerâmica.
Cinco arcadas em arco pleno, como era de se esperar. Cinco estrelas de cinco pontas invertidas, talhadas em baixo relevo, a cima de cada arco!
A rua se abria em um largo, e me deparei com uma igreja barroca, não como as que temos por aqui, mas como aquelas do começo do movimento. Era de cor alaranjada de cerâmica.
Cinco arcadas em arco pleno, como era de se esperar. Cinco estrelas de cinco pontas invertidas, talhadas em baixo relevo, a cima de cada arco!
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