sábado, 11 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
08.05
em uma universidade, mas não aqui. a ufsc talvez, porque fazia friozinho...
corredor da sala de aula dava pra um jardim com árvores altas. o pessoal tava lá.
você aparecia, mas não entrava na sala em que era chamado, continuava, até me alcançar.
tuas mãos esbarram nas minhas, teu braço se apoia em meu ombro, mas eu o retiro,
e seguro tua mão, observo e aliso as linhas da palma e a pequeninez da minha junto dela.
não me contive. por quê? perguntei com a voz entrecortada.
por que não entrasse naquela sala? [e agora está ao meu lado, pensei].
não houve resposta, silenciada por carinho
quarta-feira, 1 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Eu caminhava em uma pequena cidade da Itália.
A rua se abria em um largo, e me deparei com uma igreja barroca, não como as que temos por aqui, mas como aquelas do começo do movimento. Era de cor alaranjada de cerâmica.
Cinco arcadas em arco pleno, como era de se esperar. Cinco estrelas de cinco pontas invertidas, talhadas em baixo relevo, a cima de cada arco!
A rua se abria em um largo, e me deparei com uma igreja barroca, não como as que temos por aqui, mas como aquelas do começo do movimento. Era de cor alaranjada de cerâmica.
Cinco arcadas em arco pleno, como era de se esperar. Cinco estrelas de cinco pontas invertidas, talhadas em baixo relevo, a cima de cada arco!
quinta-feira, 18 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Alongo-me
O rio nasce
toda a vida.
Dá-se
ao mar a alma vivida.
A água amadurecida
a face
ida.
O rio sempre renasce.
A morte é vida.
Guimarães Rosa
Guimarães Rosa
quarta-feira, 20 de março de 2013
Oração para Aviadores
Santa Clara, clareai
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.
Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.
Santa Clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.
Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.
Santa Clara, clareai.
Manuel Bandeira
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.
Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.
Santa Clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.
Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.
Santa Clara, clareai.
Manuel Bandeira
sábado, 9 de março de 2013
Elogio dos sonhos
Nos sonhos
eu pinto como Vermeer van Delft.
Falo grego fluente
e não só com os vivos.
Dirijo um carro
que me obedece.
Tenho talento,
escrevo grandes poemas.
Escuto vozes
não menos que os mais veneráveis santos.
Vocês se espantariam
com minha performance ao piano.
Flutuo no ar como se deve
isto é, sozinha.
Ao cair do telhado
desço de manso na relva.
Respiro sem problema
debaixo d'água.
Não reclamo:
consegui descobrir a Atlântida.
Fico feliz de sempre poder acordar
pouco antes de morrer.
Assim que começa a guerra
me viro do melhor lado.
Sou, mas não tenho que ser
filha da minha época.
Faz alguns anos
vi dois sóis.
E anteontem um pinguim.
Com toda a clareza.
Wisława Szymborska
eu pinto como Vermeer van Delft.
Falo grego fluente
e não só com os vivos.
Dirijo um carro
que me obedece.
Tenho talento,
escrevo grandes poemas.
Escuto vozes
não menos que os mais veneráveis santos.
Vocês se espantariam
com minha performance ao piano.
Flutuo no ar como se deve
isto é, sozinha.
Ao cair do telhado
desço de manso na relva.
Respiro sem problema
debaixo d'água.
Não reclamo:
consegui descobrir a Atlântida.
Fico feliz de sempre poder acordar
pouco antes de morrer.
Assim que começa a guerra
me viro do melhor lado.
Sou, mas não tenho que ser
filha da minha época.
Faz alguns anos
vi dois sóis.
E anteontem um pinguim.
Com toda a clareza.
Wisława Szymborska
quinta-feira, 7 de março de 2013
Fui descansar só um pouquinho, antes de retornar aos estudos, mas acabei quase cochilando. Eu estava naquele estado, quando ainda não se está realmente dormindo e a mente fica solta...então me veio uma imagem (que recordo porque logo em seguida despertei de vez com minha gatinha correndo), a seguinte: no interior de uma antiga igreja, havia uma estrela grande de ferro suspensa no teto por grossas correntes, e homens barbudos vestidos com túnicas (cada um de uma cor) empurravam as suas seis pontas, girando-a como uma roldana...
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